Monday, April 29, 2013

E fez-se a fESTA em Abrantes


De 25 a 28 de Abril, Abrantes recebeu o XIV fESTA, Festival de Tunas Mistas da ESTATUNA, Tuna da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, sobre o signo das “Flores”.

O XIV fESTA começou na noite de 25 de Abril com uma festa de lançamento no Café Portugal (Abrantes), onde se ouviram os primeiros acordes e chegaram os primeiros tunos da Real Tuna Infantina e da Vicentuna.

A 26 de Abril o Centro Histórico de Abrantes encheu-se de gente, contrariando a normal desertificação a que se vota a cidade ribatejana no final de cada semana. A noite de 26 de Abril foi de serenatas, que começaram nos Claustros da Biblioteca Municipal António Botto e, após um percalço logo resolvido, terminaram no adro da Igreja de S. João.

A Real Tuna Infantina (Algarve), a Tuna Médica de Lisboa (Lisboa), a Vicentuna (Lisboa) e a Magna Tuna Apocaliscspiana (Lisboa) mostram como se canta o amor, num espectáculo que comoveu o público presente. O prémio de melhor Serenata, renomeado em jeito de homenagem póstuma de Prémio Miguel de Brito, foi para a Real Tuna Infantina. A noite seguiu na Antiga Rodoviária de Abrantes com a música do DJ Zé da Amêndoa.

Sábado, 27 de Abril, foi dia de muita música e de competição inter-tunas. Primeiro com um animado passacalles (desfile pelas ruas da cidade), que entre as 15h e as 16h30 trouxe música à cidade florida. Todas as tunas deram o seu melhor, com música divertida e refrescante, como o vento que se sentiu durante todo o dia, mas a Magna Tuna Apocaliscspiana levou a melhor sobre a concorrência.

O ponto alto do XIV fESTA, que decorreu no Cine-Teatro de S. Pedro, começou com meia-hora de atraso. A primeira tuna a mostrar o valor do seu reportório foi a Tuna do Distrito Universitário do Porto (extraconcurso), com uma actuação majestosa, impactante e cheia de sentimento.

A Vicentuna foi a primeira tuna a concurso a entrar em palco. Com uma actuação animada, polvilhada por momentos encenados que respeitaram o tema (“Flores”), a Vicentuna foi desfilando as suas músicas. Antes do intervalo actuou ainda a Real Tuna Infantina. A tuna vinda do Algarve respeitou o tema do XIV fESTA, enquanto dedilhava e trauteava os temas que a fariam arrecadar o prémio de “Melhor Tuna”.

A segunda parte começou com a actuação da Magna Tuna Apocaliscspiana, uma estreante nas andanças do fESTA. E apesar de ser a primeira vez que pisaram o palco do Cine-Teatro de S. Pedro, a Magna Tuna não se deixou intimidar e mostrou, com garra e paixão, tudo o que sabe fazer. A última tuna a concurso foi a Tuna Médica de Lisboa, para quem os palcos de Abrantes já não são uma novidade. A Tuna Médica de Lisboa misturou cor, harmonia e sentimento numa actuação cheia de energia positiva.

A tuna da casa, a ESTATUNA, fechou a noite no Cine-Teatro de S. Pedro de Abrantes. A ESTATUNA começou por cantar o tema “Saudade” da antiga Tuna Internacional, numa sentida homenagem póstuma a Miguel de Brito. Logo em seguida a tuna “da casa” apresentou, pela primeira vez, a sua versão de “Um Contra o Outro” dos Deolinda. A “Marília Ausente” e a “Canção de Embalar” também se fizeram ouvir enquanto o júri deliberava os vencedores da noite.

Após um compasso de espera as decisões lá chegaram: a Vicentuna arrebatou o troféu de Tuna Mais Tuna; a Magna Tuna Apocaliscspiana juntou ao prémio de Melhor Passacalles o de Melhor Bandeira; a Tuna Médica de Lisboa ganhou nas categorias de Prémio Tema: “Flores”, Melhor Pandeireta e Tuna do Público; a Real Tuna Infantina adicionou ao Prémio Miguel de Brito (Melhor Serenata), o prémio de Melhor Solista e de Melhor Instrumental, tendo sido coroada como a Melhor Tuna do XIV fESTA.

Com os prémios entregues a noite seguiu na Antiga Rodoviária de Abrantes. No dia 28 de Abril houve tempo ainda para um almoço convívio oferecido pelo Café Portugal, antes de as tunas dizerem adeus a mais um festival. Abrantes pode, por fim, descansar e começar a sonhar com o XV fESTA!


Saturday, April 20, 2013

Há fESTA em Abrantes


De 26 a 28 de Abril, Abrantes recebe o XIV fESTA, Festival de Tunas Mistas da ESTATUNA, Tuna da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes. “As Flores” são o tema do XIV fESTA que contará com a actuação de cinco Tunas, noite de Serenatas, passacalles e uma homenagem póstuma.

O fESTA, Festival de Tunas Mistas da ESTATUNA, Tuna da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, é a tradição académica com maior história e com mais impacto na cidade de Abrantes. O certame é, de resto, um dos poucos espectáculos que, todos os anos, esgota a lotação do Cine Teatro S. Pedro.

Na sua décima quarta edição, o fESTA realizar-se-á sobre o signo das “Flores”, numa invocação clara àquela que já foi a imagem de marca da cidade. O XIV fESTA contará com a presença, a concurso, da Real Tuna Infantina (Algarve), da Tuna Médica de Lisboa (Lisboa), da Vicentuna (Lisboa) e da Magna Tuna Apocaliscspiana (Lisboa). A Tuna do Distrito Universitário do Porto (Tuna Masculina) também passará pelo fESTA, mas extraconcurso.

Na sexta-feira, 26 de Abril, realizam-se as Serenatas no Convento de S. Domingos pelas 23h. No sábado, se S. Pedro deixar, está prevista a realização de um Passacalles pelas ruas da cidade de Abrantes, a começar pelas 15h30. As Tunas voltam a mostrar o seu talento, já no Cineteatro S. Pedro, pelas 21h30.

“As Flores”, tema central do XIV fESTA, simbolizam o desabrochar da beleza que sucede à Noite e à Saudade, e são parte da homenagem a Miguel de Brito, amigo da ESTATUNA, que passará a dar nome ao Prémio de Melhor Serenata. Quando o Festival terminar e forem conhecidos todos os vencedores a noite seguirá na Antiga Rodoviária com o DJ Zé da Amêndoa.


Tuesday, April 09, 2013

O Governo e o Síndrome da Doméstica

Não é novo, nem sequer é exclusivamente português, o hábito pateta de colocar culpas no alheio. Em política, de resto, o primeiro culpado é sempre "quem nos antecede". Normalmente quem chega ao poder parece vestir o papel da empregada doméstica, que limpa a casa depois da festa de arromba da noite anterior.

Por isso o Governo, coligação pouco coesa de PSD e CDS-PP, gosta muito de lembrar que chegou ao poder após a festança Socialista. Que apenas faz aquilo que faz, como faz, porque não existe outro modo de colocar a casa em ordem. Ora, sabe quem já limpou a sua casa, que existem sempre várias maneiras de dar ordem ao caos. Sabe inclusive, quem já limpou a sua casa, que o próprio caos pode ser uma forma de ordem.

O Governo, transformado em doméstica, quer agora arvorar-se ao papel de vítima! A culpa não é tanto sua, por a fascina não dar os resultados pretendidos, mas porque os seus intentos esbarram na vontade de outras "domésticas" a quem compete ajudar a limpar a casa; ainda para mais quando foi a governanta de Belém a pedir essa ajuda.

O Governo, a doméstica de serviço contratada pelos Senhores (os eleitores, e não os lobbies!), queria todos a acenarem de modo complacente ao modo como organiza a casa; mas quanto mais organiza a casa mais desorganizada esta fica... E qual a solução? Mudar de estratégia? Pensar em novas marcas para encerar o chão e dar lustro aos cristais? Não... A solução é fazer ainda mais do mesmo...

O Governo parece-me aquelas domésticas desorientadas, que sabendo estarem erradas mantêm o seu sistema por um qualquer orgulho bacoco. Parece-me aquelas domésticas que sabem estar no fio da navalha, que podem ser despedidas a qualquer instante, mas que mesmo assim ateimam porque foi nelas que se confiou o cargo e portanto a elas compete decidir tudo!

O Governo passou agora da heroicização dos seus esforços, para a vitimização dos seus fracos resultados, para a extrapolação do seu papel de doméstica... Com a governanta de Belém pouco interessada no cargo, o Governo espraia a sua autoridade e assina decretos que fazem lembrar Tempos em que tudo era decidido por uma única doméstica... A mesma que veio de Santa Comba Dão e que queria limpar os excessos de 1910-1926!

Este Governo, transformado em doméstica desorientada e meio endoidecida, precisa compreender que só falando com as outras domésticas, só trabalhando em equipa e conjugando esforços poderão alcançar-se resultados duradouros. Em vez de se varrer para debaixo do tapete e de se virarem as almofadas para esconder as nódoas, é preciso trabalhar com seriedade para deixar tudo a brilhar. E para deixar tudo impecável só a Unidade (e não o Unanimismo) interessam...

Ou isso ou esta Casa, a nossa Casa, corre o risco de continuar suja por muito tempo...

Thursday, April 04, 2013

De como Relvas sai e fica a confusão no Jardim...

Miguel Relvas pediu demissão do Governo. E, na conferência de Imprensa que deu, fez questão de frisar que não foi demitido e que sai por questão anímicas... Ou seja, não saiu por causa dos inúmeros escândalos, mas porque (coitadinho!) ficou sem energias. Talvez beber um Isostar resolvesse o problema? Ou comer uma barra energética?

A saída de Miguel Relvas deixa contudo muitas pontas soltas e levanta mais perguntas do que responde. Primeira interrogação: porque demorou o Ministro da Educação, Nuno Crato, dois meses a agir sobre um relatório que (ao que parece) contará matéria de natureza criminal. O que esperava Nuno Crato? Que as letras mudassem o seu sentido? Estranho...

Segunda inquietação: porque demorou semanas a pedir a sua demissão se, como diz Miguel Relvas, estamos a falar de falta de energia... Então ele já sabia que iria ficar sem energia semanas antes? Terá ido a uma vidente? Ou usou a Força? O timing é óbvio, mas o auto-elogioso e demissionário Ministro não consegue ver que todos vemos o que ele vê...

Terceira dúvida: e agora Cavaco Silva? Tanta confiança neste Executivo, que agora tem um Ministro que entra Licenciado e sai Secundarizado... Tanta confiança num Executivo que continua a fazer jogadas de bastidores, nos tais bastidores onde (dizem!) Cavaco se movimenta. Então é daí que todos se conhecem? Dos bastidores? Mas a Democracia não devia ser o jogo às claras? Ou está o Fidalgo errado?

Quarta questão: qual o poder real de Paulo Portas? O CDS-PP não reclama para si o capital político que tem, porque lhe dá jeito poder brincar ao limbo... Ora assume a sua natureza Executiva, ora ensaia uma oposição bacoca... O CDS-PP, que tem em Paulo Portas a força centrífuga, consegue fazer "cair" Relvas (número 3 do governo): Isso que dizer que Paulo Portas é o número 2? Ou sobe apenas uma posição?

Quinta questão: e agora Pedro Passos Coelho? A remodelação, que devia ter sido feita em Dezembro ou meados de Janeiro, vai continuar a ser protelada? Ou agora passamos do 8 ao 80 e mudamos tudo? E se mudamos tudo como se pode dizer que o caminho é correcto, se todos os Ministros vão mostrando falta de força anímica? Expliquem-me lá...

Miguel Relvas saiu ao seu estilo. Com pompa de Diva em fim de carreira; cheia de orgulho em todos os seus hits e a ver inimigos (reais e irreais!) que justificam os fracassos. Relvas não é demitido, porque ninguém tinha coragem (ou poder?) para o demitir. Relvas sai do governo em tom elogioso... Achando que tudo o que fez foi dourado... E não assumindo, como a História lhe irá mostrar, que errou e muito! Relvas saiu, mas a confusão no jardim lusitano continua...

Wednesday, April 03, 2013

E o Miguel descobriu o Miguel...

Miguel Relvas, o mais impopular e um dos mais mediatizados Ministros do actual Governo de Portugal, veio a público revelar o Embaixador (título generoso!) do programa Impulso Jovem. Miguel Relvas chamou para rosto do programa o (supostamente!) mediático Miguel Gonçalves.

É certo que todos os meios de Comunicação Social dizem que Miguel Gonçalves é um pequeno furor nas redes sociais, mas é igualmente certo que a maioria dos media nacionais tende apenas a copiar o que a LUSA escreve quando compete a matérias de Governo. E, deixem-me sublinhar, que não duvido que Miguel Gonçalves fosse conhecido mas que eu o desconhecia, "ai desconhecia, desconhecia"!

Miguel Gonçalves é um caso estranho! A sua escolha até poderia ter sido um golpe de marketing, mas quer-me parecer que foi um tiro ao lado. Miguel Gonçalves acha que é fácil, diz ele, um jovem fazer 100€ por mês a vender pipocas e limonada. Oh meu caro não sei onde tem vivido, mas quer-me parecer que o excesso de filmes de Hollywood lhe fizeram muito mal.

Miguel Gonçalves acha mesmo que um jovem que é incapaz de pagar as suas propinas, porque afinal tem apenas de reunir 100€ por mês, é um projecto de adulto com defeito... Eu entendo o pensamento de quem se quer arvorar a empreendedor nato, mas sou critico da pose arrogante e do divismo desnecessário de quem não sabe sequer responder a perguntas fora do guião.

Miguel Gonçalves diz, entre inúmeras barbaridades, que teve um pai soviético... Gostaria eu, investigador com Doutoramento centrado em Estudos Soviéticos e Pós-Soviéticos, de saber o que é um pai soviético? Nem o projecto do homo sovieticus se concretizou; nem a noção de parentalidade se homogeneizou no espaço soviético... Pelo que gostaria de saber o que é isso mesmo?

Não responda, meu caro Miguel Gonçalves! Um pai soviético, conceito inexistente, é o que explica a realidade irreal de quem não vive no seu país. De quem se iludiu com algum mediatismo fácil e se acha mais, muito mais, do que é na realidade. Miguel Gonçalves é de resto a escolha óbvia de alguém como Miguel Relvas. É mais um filho do chico-espertismo ultraliberal... E o Fidalgo por aqui se fica, que tenho limonada por vender. -.-'