Monday, May 21, 2007

Ao rídiculo que este país chegou... As Repúblicas estão a fazer-nos mal... Duas campeãs: Telma Monteiro e Vanessa Fernandes, tratadas com tanto desprezo pela Imprensa que parece que ganharam algum campeonato regional juvenil (sem desmérito para quem ganha esse tipo de campeonato)!
Senhores essas duas Musas do Desporto merecem URGENTEMENTE o reconhecimento da República. Enquanto procuramos a Maddie com desespero, nao olhamos para a degradação que instalou dentro de portas. O estado das coisas não pode piorar mais... A República, que se queria revolucionária, passou a ser ordinária...
As mulheres são as maiores vítimas... Filipe Faria (um autor de calibre duvidoso!) merece mais reconhecimento do que Sandra Carvalho? Nuno Gomes merece mais aplausos do que Naide Gomes? José Saramago é mais glorioso do que Lídia Jorge? Nao me parece... Nao me parece mesmo. Então porque nos acomodámos?
Por isso mesmo.... Porque é cómodo! Porque mudar implica esforço; esforço implica trabalho; trabalho implica sacrificio; sacrificio implica perda; perda implica dor... Os protugueses querem mudar as coisas, sem mudar as "suas" coisas! Mas, meus amigos, isso é complicado! Todas as mudanças implicam perdas. Ninguém pode querer só ganhar, sem perder! Está na altura de deixarmos de lado os egoísmos!
É que enquanto resolvemos os nossos conflitos individuais, o mundo avança. As Monarquias dão passos em frente e as Repúblicas passos para trás. Olhem para os berços do Republicanismo Moderno (França e Estados Unidos da América) e pensem se é isso que querem para os vossos filhos, netos, bisnetos e seguintes... Há uma solução basta procurá-la!
O cavaleiro descontente,
Fidalgo

Monday, May 07, 2007

A Real Associação da Madeira tem um manifesto muito interessante na sua página de Internet ora vejam lá se este texto nao é uma preciosididade
O vosso Fidalgo favorito :)
Manifesto

- Não pomos em causa a existência de partidos políticos.

É incontestável que, num regime democrático representativo, é a eles que cabe, de acordo com as perspectivas políticas próprias, propor o conjunto de medidas político-sociais - o seu programa de acção - que entendem ser o melhor caminho para a solução dos mais variados problemas da sociedade em que se inserem.

- Também não discutimos o direito de voto universal.

Caberá à população em geral, por meio do exercício desse direito, nas ocasiões oportunas, a escolha daquele partido político que maior confiança lhe merecer, e por outro, o programa de acção mais adequado à concretização dos seus anseios pessoais e à realização do Bem Nacional. Assim se preencherão os lugares dos diversos órgãos electivos da soberania nacional, entre os quais o Governo.

- Mas, para a Presidência da República, não é assim.

Em princípio, qualquer cidadão, preenchendo certas condições prévias, como a do pleno uso dos seus direitos, poderá candidatar-se à suprema magistratura da Nação. Porém, a realidade impõe claramente que só uma carreira político-partidária, ou o apoio expresso e empenhado dos partidos políticos, permite a um candidato ser eleito. É lícito pois afirmar que há e haverá sempre uma dependência político-partidária, mais ou menos directa, mais ou menos visível, do Presidente da República.

Os monárquicos portugueses revêm-se, porém, num órgão de soberania nacional não electivo, acima e independente de qualquer escolha ou apoio partidários, em quem verdadeiramente esteja representada a Nação, unida naquilo que mais profundamente a caracteriza e que seja garantia, por sucessão, da continuidade da pátria. Essa independência, essa representatividade, essa união e essa garantia estão inquestionavelmente personificadas num rei de um regime monárquico democrático.
Como o tempo para escrever coisas minhas tem sido pouco, vou usando artigos que encontro nos meus passeios pela Internet monárquica. :) Expresso desde já a minha tristeza pela derrota de Segolene Royale em França. Nao é a França quem perde! É a Europa inteira! Vicissitudes das tristes Repúblicas.
Mas voltando ao que interessa aqui esta um artigo de Opinião de um membro da Real Associação de Aveiro. Um óptimo texto para reflectir e começar a abrir os olhos... Já vai sendo tempo.
O vosso cavaleiro (muito ocupado),
Fidalgo

25 de Abril de 1974/b) art. 288º da CRP. Liberdade? Que liberdade?
01/01/1970

Passei a manhã em casa a ver, em directo, as comemorações do 25 de Abril, na Assembleia da República. Em concreto, a ouvir os discursos dos partidos políticos com assento parlamentar.Não variam muito uns dos outros. A palavra "liberdade" foi obviamente a mais utilizada e comum a todos os intervenientes. E, em boa verdade, ano após ano, todos os discursos em memória do 25 de Abril, falam de liberdade.O que nunca os oradores explicam, pois parece que todos o subentendem da mesma maneira, é o conceito de liberdade. Ou, se explicam, será, seguramente, um conceito muito pobre e restrito.
Porque para mim, a liberdade não é o fim da PIDE. Não é o fim da ditadura. Não é a libertação dos presos políticos. Não é poder escrever e publicar.A liberdade é poder pensar, é poder agir, poder associar, poder falar, poder criticar, poder sugerir, e poder discordar. Mas é, sobretudo, poder ESCOLHER.Mas será que, como pretendem, em Portugal existe liberdade autêntica? Ou não será que a redacção da alínea b) do artigo 288º da Constituição da República Portuguesa (limites materiais da revisão), veda aos portugueses uma liberdade tão essencial, como a da possibilidade de escolha do regime político que deva dirigir o País? Se era imenso o fervor democrático na altura, porque não foi redigida a alínea b) do referido artigo como segue: "a forma democrática de governo" em vez de "a forma republicana de governo"?
É incrível como se fala hoje de liberdade em Portugal quando os portugueses não podem escolher. É incrível como todos os deputados à Assembleia da República falam em liberdade quando sabem que não existe nem lutam por ela. É incrível a hipocrisia de levarem um cravo na lapela e não mexerem um dedo para que, de uma vez por todas, se criem as condições que possam permitir aos portugueses escolher o regime político que querem para Portugal.Esta liberdade que foi formulada e moldada pelos deputados constituintes foi, porventura, a liberdade que quiseram para eles, não a liberdade política de todos e para todos.
Os trabalhos da Constituinte foram oportunidade perdida para a institucionalização de uma verdadeira e genuína democracia participativa, onde todos pudessem escolher, e escolher livremente. Mas estamos e estaremos sempre a tempo de fundir uma verdadeira liberdade. Se for vontade de todos. Até hoje vivemos esta limitação tão grande, tão gritante. Que triste democracia inacabada.É tempo de falar verdade.É tempo de, verdadeiramente, deixar escolher.Mário Nevesnascido a 16 de Dezembro de 1974Não me digam que nasci em Liberdade.

Autor: Mário Neves, Presidente da Real Associação de Aveiro

Thursday, May 03, 2007

A França vai a votos no domingo. Segolene Royale e Nicolas Sarkozy disputam o poder presidencial no país da Revolução. É certo que o Fidalgo é um blogue ideologicamente conotado com a causa monárquica, mas as eleições com tão grande importancia nao escapam ao olho deste blogger. Não é a França só que muda, é a Europa.
Não nos podemos esquecer que a França é um player activo na construção da política europeia e um dos mais influentes, logo qualquer decisao com este "grau de importância" merece uma pequena reflexão da nossa parte. Para o Fidalgo Segolene Royale é a escolha mais certa... Os dois projectos apresentados são um pouco idealistas, mas o idealismo de Royale parece mais verosimil do que o de Sarkozy. Caberá aos franceses a decisão...